
Quando a internação psiquiátrica é indicada na dependência química?
1 de julho de 2026
Quando a internação psiquiátrica é indicada na dependência química?
A decisão de buscar a internação psiquiátrica para uma pessoa com dependência química é, muitas vezes, o momento mais difícil para uma família. Existem o medo do estigma, a dúvida quanto à eficácia e o receio de ferir a autonomia e a confiança de quem amamos.
No entanto, a internação não deve ser vista como uma punição ou isolamento, mas como um recurso terapêutico intensivo para momentos críticos.
O que diz a legislação atual?
De acordo com a Lei 10.216/2001, a qual marca a Reforma Psiquiátrica e redireciona o modelo de assistência à saúde, saindo da lógica do isolamento em manicômios para o tratamento em liberdade e na comunidade, a internação deve ser a última alternativa. Ela só é indicada quando os recursos extra-hospitalares (como o acompanhamento em CAPS ou consultórios) se mostrarem insuficientes.
A lei brasileira prevê três modalidades principais:
1. Voluntária: Com o consentimento do paciente e laudo médico que a justifique.
2. Involuntária: Sem o consentimento, a pedido de familiares ou responsáveis legais, exigindo um laudo médico que a justifique.
3. Compulsória: Determinada pela justiça.
Sinais de alerta: Quando a internação é indicada?
A internação é recomendada em situações de crise aguda ou quando não há mais controle sobre o uso da substância, causando prejuízos psicossociais e riscos ao indivíduo ou a terceiros. Fique atento aos seguintes sinais:
- Risco de auto e/ou heteroagressão: ideação suicida, tentativa de suicídio, comportamento violento contra terceiros;
- Sintomas psicóticos: Perda de contato com a realidade, alucinações ou paranoias severas causadas pela substância;
- Comprometimento clínico grave: desnutrição severa, doenças infecciosas ou crônicas negligenciadas;
- Abstinência grave: tremores intensos, convulsões ou confusão mental severa ao tentar interromper o uso sozinho.
- Incapacidade de autocuidado: quando a pessoa não consegue mais realizar tarefas básicas de higiene e alimentação ou perde o juízo crítico sobre sua própria segurança.
Qual serviço de saúde buscar?
A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) oferece diferentes níveis de cuidado. O caminho recomendado depende da gravidade:
- UBS (Unidade Básica de Saúde - “postinho”): porta de entrada do SUS, indicada para manutenção dos sintomas clínicos e avaliação inicial quando já existe abuso de substância psicoativa;
- CAPS (Centro de Atenção Psicossocial): serviço de portas abertas, é referência no cuidado em saúde mental e na reinserção social, oferece atendimento multidisciplinar, ambulatorial e comunitário. O CAPS AD é o serviço especializado no tratamento de álcool e outras drogas, caso sua cidade conte com esse serviço, ele é o mais indicado para o acompanhamento contínuo!
- Hospitais com leitos psiquiátricos: indicados para desintoxicação aguda e estabilização clínica (com encaminhamento).
Situações de Emergência: O que fazer?
Em casos de surto psicótico, overdose ou violência iminente, não tente resolver sozinho. Acione imediatamente:
• SAMU (192): Possuem equipes preparadas para contenção e transporte seguro.
• UPA 24h: Para estabilização imediata de crises e encaminhamentos necessários.
Rede de apoio
A dependência química é um desafio complexo que impacta não apenas o indivíduo, mas toda a família, portanto, não hesite em pedir ajuda. As equipes de saúde estão prontas para acolher você e oferecer as orientações necessárias. Além disso, grupos de apoio como AA (Alcoólicos Anônimos) e NA (Narcóticos Anônimos) são redes fundamentais para compartilhar experiências e fortalecer a jornada de recuperação coletiva.
Canais de Comunicação Direta:
Telefone: (41) 3292-3079 / 3292-4010
WhatsApp Institucional (Informações): (41) 3292-4010
E-mail: ipta@ipta.com.br
Endereço: Rua Júlio Bugnhaki, 599 – Vila de Lourdes, Campo Largo – PR
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